Youtube

Login do usuário

Você pensa como um proibicionista, um maconheiro ou um simpatizante?

Tão importante quanto as políticas públicas sobre a venda e uso de drogas é a postura popular diante desta questão. E assim como ocorre na esfera governamental, a opinião de grande parte da população ainda é constituída por mitos e argumentos carentes de fundamentação científica. Mas a facilidade de acesso a novas informações, sobretudo na Internet, contribui para a expansão de uma corrente libertária de pensamento que prega o fim do proibicionismo.

Mesmo assim, ainda predomina no Brasil um pensamento duramente depreciativo em relação ao uso de drogas ilícitas. Essa cultura, que se disseminou ao longo do século 20, ganhou forças graças a pesadas campanhas nos meios de comunicação e de segmentos religiosos. O usuário destas drogas, que já é tratado como criminoso pela justiça, também sofre com o estigma do pecado, além de ser apontado como um câncer para a sociedade.

Mais do que a falta de conhecimento sobre os verdadeiros riscos de cada droga, principalmente da maconha, grande parte da população também desconhece as formas de exploração industrial e medicinal desta planta. Ainda é possível encontrar aqueles que após conhecerem este outro lado da cannabis passam a tolerar a sua utilização nas formas citadas acima, mas ainda abominam o uso recreativo.

Por outro lado o movimento em defesa da legalização começa a ganhar simpatizantes que não utilizam nenhuma droga ilícita. Essa corrente de "ativistas caretas" que provavelmente teve início nos espaços acadêmicos, onde as informações costumam ser passadas livres de moralismos radicais, também já conta com adeptos em outros setores da sociedade que encontram estas informações nas mídias digitais.

Também é preciso destacar o papel do usuário ativista. É aquele que consegue transmitir a ideologia da legalização dentro do ambiente familiar. Isso pode ser feito uma simples seção de documentários na sala, com a apresentação de livros e com a conversa baseada em dados que derrubam qualquer mito que busque justificar a proibição das drogas.

Este mesmo usuário ativista também precisa desenvolver um papel fundamental no espaço público. Cabe a ele aquecer o debate com sua participação nas Marchas da Maconha, produzindo ou dando visibilidade ao conteúdo informativo na Internet e usar sua própria experiência de vida para provar que o uso de drogas pode ser visto de outra forma.

Não menos importante é que o debate entre os três grupos - proibicionistas, simpatizantes e usuários ativistas - ocorra de forma pacífica. Afinal, a agressividade e arrogância são capazes de desqualificar até o mais criterioso dos argumentos.