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O fortalecimento da militância canábica no período pós-carnaval

Não é difícil encontrar quem diga que o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval. Apesar de não ser uma verdade absoluta é possível dizer que esta afirmação deve, pelo menos em alguns casos, ser levada a sério. É fato que a organização de uma mobilização popular fica seriamente comprometida nos meses que antecedem a folia.

Recolhidas as cinzas é chegada a hora de retomar com todo gás o ativismo de massas em defesa da Legalização da Maconha. O que muita gente não sabe é que a Marcha da Maconha, principal evento do país com essa bandeira, já está sendo organizada em diversas cidades.

Até o mês de maio, quando acontecem quase todas as Marchas, será necessário redobrar o trabalho de divulgação e organização das passeatas em todo Brasil. Até o momento já estão confirmadas as Marchas do Rio de Janeiro (07/05); Atibaia (8); Niterói (15); São Paulo (21); Jundiaí, Porto Alegre e Recife (22); Brasília (27); Fortaleza, Natal e Salvador (28). No dia 26 junho o ativismo verde passa pela cidade de Rio das Ostras (RJ). Cidades como Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba e João Pessoa certamente devem divulgar as respectivas datas em breve.

O que muita gente não sabe é que toda essa organização é feita de forma descentralizada. Qualquer um que fique tentado a organizar uma Marcha na sua cidade pode (e deve) estruturar um coletivo de interessados na causa e, com um mínimo de trabalho, colocar a passeata na rua. Os iniciantes no ativismo canábico podem buscar no site da Marcha da Maconha uma consultoria jurídica, a adesão ao calendário nacional e dicas sobre a burocracia pública necessária para marchar pelas ruas.

Além da Marcha é necessário organizar eventos que promovam o debate sobre a política de drogas em universidades, centros culturais e qualquer tipo de espaço público. É possível encontrar em diversas cidades do país especialistas nas questões médicas, sociais e jurídicas da cannabis e que estão dispostos a apresentar o outro lado da história para quem só escutou o discurso proibicionista.

Neste mesmo contexto o ativista pode convidar pessoas próximas para uma seção pública de filmes como Grass e The Union, ambos disponíveis em versões legendadas na Internet. Como já disse o Pensador, "o Mundo só muda com a mudança da Mente, e quando a gente muda o Mundo anda pra frente". Para que a legalização da maconha aconteça é preciso que todos que apoiam esta causa lutem diariamente por ela.

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