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O cânhamo e a cana-de-açúcar no contexto de utilização dos biocombustíveis

A poluição e a degradação ambiental causadas pela elevada utilização de combustíveis fósseis levaram o homem a buscar soluções mais sustentáveis para a manutenção das atividades do mundo moderno. Neste contexto, os biocombustíveis surgiram com as grandes vedetes da busca por uma matriz energética menos agressiva ao Planeta.

O Brasil ganhou destaque internacional na produção de biocombustível sobretudo por conta da cana-de-açúcar. O produto que foi a base econômica do país no período colonial voltou a ter destaque na agricultura brasileira agora é utilizado como matéria-prima do etanol (ou álcool). Seu consumo foi expandido principalmente na indústria automotiva por conta dos carros flex, item praticamente obrigatório nos novos veículos.

O grande diferencial dos biocombustíveis para os combustíveis fósseis (como a gasolina) está no fato de serem energias renováveis. Mas para medir o verdadeiro impacto ambiental deste novo modelo de matriz energética também é preciso analisar os possíveis danos provocados ao ambiente por conta da utilização de adubos e pesticidas nas lavouras.

Neste período histórico de busca por soluções sustentáveis a cannabis poderia desempenhar um importante papel. Uma pesquisa realizada no ano passado por cientistas norte-americanos "descobriu" algo que era explorado antes da proibição: o potencial energético do cânhamo. No estudo realizado pela Universidade de Connecticut, 97% do óleo extraído da planta foi convertido em biodisel.

O estudo foi coordenado pelo professor de química Richard Parnas utilizou óleo de semente de maconha virgem para criar biodiesel por meio da transesterificação, o processo mais usado atualmente para a produção de biodiesel. "Alguém que planta cânhamo consegue produzir combustível suficiente para fornecer energia para toda a fazenda a partir das sementes", explicou o professor Parnas.

Outra vantagem do biodisel feito com óleo de sementes de maconha está na resistência do combustível a baixas temperaturas ser maior do que qualquer biocombustível disponível no mercado. Além disso, o cânhamo também se diferencia pelo fato de a planta crescer em solo infértil, o que diminui a necessidade de cultivá-la em lavouras, que podem ser usadas para o plantio de alimentos.

Por interesses econômicos escusos ou por puro moralismo careta o planeta deixa de explorar o enorme potencial da cannabis. Além do comprovado potencial terapêutico, têxtil e alimentar a planta que infelizmente ainda é tratada como Erva do Diabo poderia servir como importante fonte de energia em substituição aos derivados do petróleo.

Comentários

Igor Bueno (não verificado)
Realmente o cânhamo tem ter, 01/02/2011 - 15:18

Realmente o cânhamo tem potencial para ser explorado, mas a ignorância nos dias de hoje não permite o aproveitamento desta folha.
Legaliza Brasil.