O debate sobre a legalização da maconha é freqüentemente relacionado a importância da iniciativa ser tomada em escala global. Por isso a existência de um projeto pioneiro é fundamental para o avanço do debate. No dia dois de novembro os cidadãos da Califórnia, nos Estados Unidos, poderão mudar o rumo de uma história de quase um século de proibicionismo com o plebiscito pela legalização da maconha.
A Proposição 19 estabelece o limite legal de posse em aproximadamente 30 gramas por pessoa maior de 21 anos e o cultivo privado das plantas, desde que não supere 2,3 m². A proposta também permite que cada município faça a regulamentação da produção e do comércio de cannabis, além de definir como será feita a tributação sobre o mercado. Se aprovado, o projeto de pode gerar uma arrecadação de U$$ 1,4 bilhão por ano aos cofres do Estado.
Vale lembrar que a Califórnia já autoriza o uso medicinal da maconha desde 1996. Outros 13 Estados (Alasca, Colorado, Havaí, Maine, Maryland, Michigan, Montana, Nevada, Novo México, Oregon, Rhode Island, Vermont e Washington, além do Distrito de Columbia) também regulamentaram a cannabis medicinal.
A campanha em torno do plebiscito ocorre da mesma forma que qualquer outra eleição democrática. Defensores do Sim e do Não investem em campanhas publicitárias e participam de debates em busca do voto do californiano.
E como em qualquer campanha eleitoral, as doações de empresários também fazem parte do processo. Na última semana a chapa favorável a legalização recebeu uma doação de U$$ 170 dos fundadores do Facebook. Sean Parker doou U$$ 100 mil. Outro co-fundador da rede social, Dustin Moskovitz, fez uma doação no valor de U$$ 70 mil.
Pesquisa aponta vantagem do SIM
De acordo com uma pesquisa divulgada pelo instituto Field no dia 26 novembro 49% das apóiam a aprovação da Proposição 19, enquanto 42% são contra. Os jovens são os principais apoiadores da legalização. Entre as pessoas com menos de 40 anos 59 votam no SIM (contra 33% do não). Já entre os maiores de 65 anos a proposta proibicionista vence por 53% a 36%. Entre os democratas a legalização tem o apoio de 60% dos eleitores. Já entre os republicanos este número cai para apenas 27%.
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