O fracasso da guerra às drogas vai muito além do já reconhecido desperdício de dinheiro público em uma política que recebeu status internacional de “enxugar gelo”. O foco da repressão armada apontada quase que exclusivamente para a ponta final do negócio das drogas produz um resultado desastroso do ponto de vista social, além de ser pouco eficiente em relação aos objetivos declarados.
Não é preciso ser nenhum analisa político para compreender a força do ranço oligárquico que ainda domina a atividade parlamentar no Brasil. De latifundiários a militares, este setor tradicionalmente atua na oposição a qualquer proposta que não trate a temática das drogas dentro de uma linha essencialmente repressiva e punitiva.
A teoria proibicionista costuma acusar o usuário de drogas como responsável pela existência do tráfico de drogas que gera mortes e violência. Mas a popularização do cultivo caseiro de maconha começa aos poucos a destruir este mito, já que a figura do intermediário do comércio de drogas ilícitas é retirada deste contexto.
A história de repressão às drogas no século 20 pode ser dividida em duas etapas: antes e depois da criação do Drug Enforcement Administration (DEA). A mais famosa agência de combate as drogas do planeta é marcada por um grande número de casos de violação de direitos humanos e a soberania de outros países.
A história do mercado da maconha afeta não somente as Americas mas o mundo inteiro. Um dos integrantes do CA conversou com uma conhecida francesa e pediu para que ela falasse um pouco sobre como funciona a questão das drogas no seu país. Segue o texto sem modificações:
Além de fracassar no seu objetivo primário, a guerra às drogas carrega o peso de uma extensa lista de mortos e feridos, além incontáveis casos de violação dos direitos humanos cometidos por agentes da lei em nome de uma questionável política de segurança pública.