Não é difícil encontrar quem diga que o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval. Apesar de não ser uma verdade absoluta é possível dizer que esta afirmação deve, pelo menos em alguns casos, ser levada a sério. É fato que a organização de uma mobilização popular fica seriamente comprometida nos meses que antecedem a folia.
Raul Seixas disse certa vez que preferia ser uma metamorfose ambulante. Já o filósofo Immanuel Kant declarou que “O sábio pode mudar de opinião. O ignorante, nunca”. Adotar um novo conceito ou posição sobre determinada problemática é algo que faz parte da natureza daqueles que não abandonam a busca por conhecimento e estão sempre refletindo sobre suas posições.
Tão importante quanto as políticas públicas sobre a venda e uso de drogas é a postura popular diante desta questão. E assim como ocorre na esfera governamental, a opinião de grande parte da população ainda é constituída por mitos e argumentos carentes de fundamentação científica.
A política feita pelos políticos profissionais pode render muitas surpresas para o cidadão comum. Independente do regime político é possível somar inúmeros casos de velhos inimigos que se abraçam por uma nova causa e conservadores tradicionais adotando posições mais libertárias.
Passado o período de eleições, a campanha vencedora começa a montar a equipe que governará o país nos próximos quatros. Apesar de ser uma continuidade de poder do Partido dos Trabalhadores é possível esperar algumas mudanças do ponto de vista ideológico sobre temas que ainda geram polêmica.
Quando foi instituída em quase todo planeta, a proibição das drogas buscava erradicar totalmente a produção e o consumo das substâncias ilícitas. Para o sucesso deste projeto, liderado pelos Estados Unidos, foi um realizado um pesado investimento em forças repressivas que combatiam (e ainda combatem) produtores e consumidores das drogas.
O debate sobre a elaboração de uma nova política de drogas ainda vive um período de divergências. Mesmo dentro do movimento antiproibicionista, ainda não existe um consenso sobre o rumo a ser tomado. As propostas de liberação, legalização e descriminalização ainda confundem a cabeça da população e de boa parte da imprensa, que constantemente usa os termos acima de forma equivocada.
No dia 1º de outubro de 2010 o Brasil terá a chance de votar e escolher aquele partido que mais o agrada, ou menos o desagrada. Entre tantos os assuntos e tópicos discutidos em um plano de eleição resolvemos fazer um levantamento da posição de cada partido perante a situação da maconha no Brasil.
PSDB - José Serra