A utilização do cânhamo industrial já passou de uma novidade a uma necessidade. Exemplo disso é a galeria "Wheel of life" que faz produtos com material reciclado em Byron Bay - Austrália. Assista o vídeo e incentive essa idéia!
Passados quase três séculos do início da Revolução Industrial o homem finalmente passou a se preocupar com os danos que seu modo de vida causa ao meio ambiente. Do ponto de vista da questão energética, em que os derivados do petróleo figuram entre os maiores vilões da poluição, uma questão tem sido pouco explorada: a utilização do cânhamo como um combustível ecologicamente correto.
Os bastidores da criminalização da maconha revelam que esta decisão vai muito além das já conhecidas questões morais e médicas. Sem querer levantar uma teoria da conspiração é possível dizer que o poder econômico, sobretudo de indústrias concorrentes ao cânhamo, teve participação fundamental no lobby que conseguiu proibir o cultivo da cannabis em quase todo planeta.
A cultura massiva de proibição das drogas vai muito além da utilização e pesquisas falaciosas que buscam manter a criminalização dessas substâncias. O que grande parte da população não sabe é que em um passado não muito distante praticamente todas as drogas hoje ilegais eram legalizadas e até receitadas por médicos. E no Brasil a história não foi diferente.
Apesar de ser pouco lembrado em listas de grandes invenções o papel possui grande importância no desenvolvimento de diversas civilizações e na preservação de registros históricos fundamentais para o entendimento do nosso passado. Desde sua invenção pelos chineses no ano 105 d.C. o cânhamo nunca deixou de ser utilizado para este fim.
A história da maconha pode ser claramente dividida em antes e depois do proibicionismo que tomou conta do mundo ao longo do século 20. O passado que mostra um outro tipo relacionamento entre o homem e a cannabis pode assustar até o mais duro defensor da proibição.
A poluição e a degradação ambiental causadas pela elevada utilização de combustíveis fósseis levaram o homem a buscar soluções mais sustentáveis para a manutenção das atividades do mundo moderno. Neste contexto, os biocombustíveis surgiram com as grandes vedetes da busca por uma matriz energética menos agressiva ao Planeta.
A criminalização da maconha fundamentada em aspectos médicos e morais acabou por esconder um terceiro e não menos importante interesse. Além do conhecido efeito entorpecente a cannabis também possui um enorme potencial econômico na exploração da fibra de cânhamo. E foi justamente isso que fortaleceu o poderoso lobby da proibição no início do século 20.
A viagem pela história da maconha é longa, complexa e polêmica. Mas é certo que os quase cem anos de proibição do cultivo da maconha acabaram por destruir milênios de relação harmônica entre o homem e esta planta de múltiplas utilidades. Para entender está questão é preciso voltar ao passado, onde a erva que hoje é apontada como a origem de muitos problemas, já foi a salvação de muitos povos.
Por trás de um simples baseado existe uma rede de produtos e serviços que ainda é pouco desenvolvida no Brasil. A proibição e o preconceito impedem a expansão da indústria da maconha no país, que poderia ser responsável pela geração de empregos formais e um relativo incremento na arrecadação de impostos.
Matérias-primas renováveis, são matérias orgânicas de origem vegetal ou animal que podem ser utilizadas como matérias-primas para a indústria.
Em 1941, Henry Ford usou celulose de cânhamo e de coqueiro para confeccionar os seus carros de plástico. Além de ser 100% ecológico, o carro provou ser mais resistente a marretadas do que os carros comuns como mostra o vídeo abaixo:
O que é desenvolvimento sustentável?
Dia 24 de agosto de 2010 saiu um material no site de notícias do terra afirmando que a empresa de cosméticos Empório Body Store vendia um produto a base de maconha.
Para alguns talvez seja difícil de aceitar, mas a história do Brasil e a da cannabis andam lado a lado desde 1500, com a chegada das caravelas portuguesas, que por sua vez, faziam o uso do cânhamo no cordame e em suas velas. Não sei se voce já notou, mas a palavra "maconha" tem as mesmas letras que a palavra "cânhamo" escrita em uma ordem diferente.